20 outubro 2008

Let’s Get Lost (in the deep blue)


Bruce Weber, Let’s Get Lost 120' (EUA 1989)


«Quando Bruce Weber (o célebre fotógrafo de moda), conseguiu chegar perto do seu ídolo Chet Baker, um dos mais geniais trompetistas da história do jazz, a vida do músico era já um mundo em queda marcado pelo alcoolismo e pela dependência às drogas. Let’s Get Lost é uma viagem feita de contrastes entre duas épocas distintas no percurso do artista: dos auspícios da sua carreira nos anos 1950 à decadência dos seus últimos anos na década de 1980. Um filme que nos oferece imagens raras das suas primeiras actuações e juventude, entrevistas com amigos, familiares e amantes.»
(doclisboa2008)

São Jorge (sala 3), 20 OUT. 23:30


17 outubro 2008

William Claxton, a Jazz Life


William Claxton, Young Beethoven (Chet Baker), 1954


William Claxton, Steve McQueen, 1962


William Caxton, Fotografo (1927 - 2008)

16 outubro 2008

Jules et Jim


François Truffaut, Jules et Jim (Fr. 1962)

Jules e Jim é um filme explêndido. Como disse Truffaut, "a perfect hymn to love and perhaps to life".
A propósito dele, Martin Scorsese referiu que os primeiros dois minutos de Jules et Jim foram os mais libertadores a que alguma vez teve oportunidade de assistir.
Filme referência da Nouvelle Vague, ele é um hino à liberdade artistica e da vida. Quando o cinema se funde nas nossas vidas e as muda definitivamente.

«JULES ET JIM é um título fundamental, não só da Nouvelle Vague como também de toda a obra de Truffaut, que ousou realizar um filme “de época”, o que era absolutamente insólito para o jovem cinema de então, guardando o tema da liberdade sexual, que era uma das marcas da Nouvelle Vague. Baseado num romance de Henri-Pierre Roché, o filme conta a história da relação triangular entre dois homens e uma mulher, numa construção em espiral, espécie de “pathos” eufórico, rumo a um final tão trágico quanto pacificador. Para JEANNE MOREAU, Henri Serre e Oskar Werner bastava este filme como garantia de imortalidade.» (Folhas da Cinemateca)

Jeanne Moreau, Henri Serre e Óscar Werner

Cinemateca Portuguesa, 17 Out

Le Tourbillon de La Vie


Música de Serge Rezvani, interpretada por Jeanne Moreau.
Banda sonora original do film Jules et Jim de François Truffaut.


Elle avait des bagues à chaque doigt,
Des tas de bracelets autour des poignets,
Et puis elle chantait avec une voix
Qui sitôt m'enjôla.

Elle avait des yeux, des yeux d'opale,
Qui me fascinaient, qui me fascinaient.
Y avait l'ovale de son visage pâle
De femme fatale qui m'fut fatal (bis).

On s'est connus, on s'est reconnus,
On s'est perdus de vue, on s'est r'perdus d'vue
On s'est retrouvés, on s'est réchauffés,
Puis on s'est séparés.

Chacun pour soi est reparti.
Dans l'tourbillon de la vie
Je l'ai revue un soir, aïe, aïe, aïe
Ça fait déjà un fameux bail (bis).

Au son des banjos je l'ai reconnue.
Ce curieux sourire qui m'avait tant plu.
Sa voix si fatale, son beau visage pâle
M'émurent plus que jamais.

Je me suis soûlé en l'écoutant.
L'alcool fait oublier le temps.
Je me suis réveillé en sentant
Des baisers sur mon front brûlant (bis).

On s'est connus, on s'est reconnus.
On s'est perdus de vue, on s'est r'perdus de vue
On s'est retrouvés, on s'est séparés.
Dans le tourbillon de la vie.

Chacun pour soi est reparti.
Dans l'tourbillon de la vie.
Je l'ai revue un soir ah là là
Elle est retombée dans mes bras.

Quand on s'est connus,
Quand on s'est reconnus,
Pourquoi se perdre de vue,
Se reperdre de vue ?

Quand on s'est retrouvés,
Quand on s'est réchauffés,
Pourquoi se séparer ?

Alors tous deux on est repartis
Dans le tourbillon de la vie
On à continué à tourner
Tous les deux enlacés
Tous les deux enlacés.

03 outubro 2008

O Vulcão que é Anna Magnani


Anna Magnani
William Dieterle, Vulcão (It 1950)

«Anna Magnani nunca deve ter perdoado a Rossellini ter feito de Ingrid Bergman a estrela de STROMBOLI. A sua “resposta” foi VOLCANO, em que Magnani surge na figura de uma ex-prostituta que tenta salvar a irmã do mesmo destino, tendo por paisagem uma ilha vulcânica do sul da Itália. A realização é de William Dieterle, um cineasta que passou do ambicioso cinema mudo alemão a filmes hollywoodianos convencionais ou extravagantes. Cópia restaurada, respeitando a duração inicial.» (Folhas da Cinemateca)

Cinemateca Portuguesa, 04 Out

25 setembro 2008

Beach House ou o Regresso ao Lugar de Onde Nunca Se Saiu


Raras vezes os céus abrem recortes azuis purpura, por entre o cinzento dos dias, e quando isso acontece, vêm até nós notícias como esta.


Beach House, Holy Dances - Devotion (2007)
Centro de Artes e Espectáculos, Portalegre - 15 Nov
Cabaret Maxime, Lisboa - 16 Nov (bilhetes à venda na Flur)
Teatro Passos Manuel, Porto - 17 Nov

29 agosto 2008

Não Te Posso Ver Nem Pintado


A nova exposição permanente da Colecção Berardo atreve-se a dizer aquilo que tantas vezes calamos!
“Não te posso ver nem pintado” é o mote para a nova exposição permanente da colecção Berardo, para ver no Museu de Arte Moderna e Contemporânea – Colecção Berardo já a partir de 15 de Setembro.

O novo percurso expositivo reunirá cerca de uma centena de obras, sobretudo pintura, mas também fotografia, das quais cerca de metade nunca antes expostas ao público, cujo tema assenta no percurso da pintura, essencialmente a figurativa, depois das grandes rupturas na arte do século XX.

26 agosto 2008

He Is a Bird


Antony Hegarty intitula-se a si mesmo de passáro (I Am a Bird Now - 2005). E voa livre. Muito livre. Podemos encontra-lo nos lugares mais imprevisiveis. Desde um livro do Valter Hugo Mae ou na montra da Yoox.com, onde colocou à venda um vestido por ele desenhado, ou em trabalhos conjuntos com o fotografo Nick Knight.
Desta vez juntou-se novamente a Nick Knight/SHOWstudio e ao estilista Hussein Chalayan, desenhando a banda sonora da colecção de Verão da Readings. O resultado é bom, muito bom. Regressa a sons mais arrojados e experiementais, afastando-se assim das melodias do seu anterior trabalho; para ouvir enquanto não chega o 7 de Outubro, data de lançamento do EP "Another World".
Vídeo também aqui

01 agosto 2008

PHoto España 2008


Florian Maier-Aichen, Untitled (2005)
c-print 183 x 229.8 cm
Em exposição no múseu Thyssen-Bornemisza, Madrid

PhotoEspaña2008
XI Festival Internacional de Fotografia y Artes Visuales
Madrid, Cuenca e Portugal

30 julho 2008

Tom Waits ao Vivo ou A Reinvenção do Surrealismo

As imagens dizem tudo...



Tom Waits ao vivo no Grand Rex, em Paris, no passado dia 24 de Julho.
Querida maninha, não esqueças, Leonard Cohen e Tom Waits no mesmo mês... não é para todos!!

29 julho 2008

Avant de Hiroshima et Marienbad, il ya eu Guernica


Alain Resnais e Robert Hessens, Guernica (Fr. 1950)

A partir da obra de Picasso, Alain Resnais e Robert Hessens realizaram em 1950 a curta metragem Guernica, baseada no quadro, esculturas e desenhos do pintor sobre a obra. O filme ilustra a barbárie que foi o bombardeamento da cidade Basca, pela aviação alemã, em 27 de Abril de 1937, durante a guerra civil espanhola.
Com textos do poeta Paul Éluard, na voz de Jacques Prouvosct e María Casares e música de Guy Bernard, é um poema brutal feito de imagens de dor, sangue, sofrimento e resistência humana.

Ambas as obras a ver no Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia (Madrid)

Filme disponível com também com legendas em espanhol:
Parte I
ParteII

28 julho 2008

Joy Division - Real, Irreal




«Em 1976, quatro jovens de Manchester assistem juntos a um concerto dos Sex Pistols. Pouco tempo depois formam uma banda chamada Joy Division, a qual vai durar apenas três anos, não resistindo à morte do seu carismático líder, Ian Curtis. Trinta anos depois, os Joy Division gozam de uma popularidade e influência maiores do que nunca (e o recente “Control”, biografia ficcionada de Ian Curtis, veio também ajudar a alimentar o mito), com um profundo legado que tem fortes ecos na indústria musical e na cultura pop actual. O documentário de Grant Gee recorre a entrevistas com Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris (os membros sobreviventes da banda, desde então agrupados nos New Order), bem como do antigo carismático director da Factory Records Tony Wilson, de Peter Saville (designer por trás das capas dos álbuns da banda), do fotógrafo e realizador Anton Corbijn e da jornalista belga Annik Honoré, para contar a história da banda, com a ajuda de material de arquivo inédito, fotos e gravações recentemente descobertas. O filme é também uma viagem por Manchester desde os anos 70 (“uma cidade onde nada era bonito”, como diz um dos entrevistados) até hoje.» (indielisboa2008)


Grant Gee, Joy Division (R.U. doc. 2007)
Exibido no Indie Lisboa 2008, agora em exibição em algumas (poucas) salas do país

08 julho 2008

El Olvidado


Los Olvidados (1950 Méx.)
Luis Buñuel, Cidade do México, Nonoalco


Já lhe conhecíamos os dotes absolutamente únicos e inigualáveis, como realizador.
Agora é possível conhecer melhor uma outra qualidade artística de Luís Buñuel – a de fotógrafo.

Em Madrid é possível conhecer essencialmente fotos que Buñuel foi captando ao longo da preparação e rodagem dos 20 filmes da fase mexicana, e que foi guardando, sem qualquer ordem ou cuidado acrescidos.
Essas imagem que foi capturando serviam frequentemente para posteriores enquadramentos e planos dos seus filmes, alguns dos quais escrupulosamente reproduzidos com a câmara. Daí que ao lado de cada foto, na exposição patente no Palácio de Perales, possa ser visto o fotograma em que aparece essa mesma imagem.

Grande parte das fotografias são de paisagens e apenas em algumas surgem figuras humanas, o que dificultou o trabalho da catalogação, obrigando a visionar os filmes para atribuir a foto [aqui esta uma tarefa que não me importava (nada) de fazer!!]


Essas fotografias podem ser vistas na exposição México fotografado por Luís Buñuel, no Palácio de Perales, em Madrid.

«Durante quatro ou cinco meses, ora com o meu cenógrafo, o canadiano Fitzgerald, ora com Luís Alcoriza, mas na maior parte das vezes sozinho, percorri as “cidades perdidas”, isto é, os subúrbios improvisados, muito pobres que circundam a Cidade do México. Vagamente disfarçado, vestido com a roupa mais velha que tinha, eu olhava, ouvia, fazia perguntas, travava conhecimentos com algumas pessoas. Algumas das coisas que vi passaram directamente para o filme. Entre múltiplos insultos de que viria a ser alvo depois da estreia, Ignacio Palácio escreveu, põe exemplo, que era inadmissível que tivesse colocado três camas de bronze numa barraca. Mas era verídico. Eu vi daquelas camas de bronze numa barraca. Alguns casais privavam-se de tudo para poder compra-las depois de se casarem.»
(sobre o filme Los Olvidados)

Luís Buñuel, O Meu Último Suspiro, Fenda (2006)

27 junho 2008

And The Pain Runs Into The Blue


Tindesticks

Festival Sudoeste
Zambujeira do Mar, 08 Ago




Jism, Tindersticks, Tindersticks II

20 junho 2008

Eine Symphonie des Grauens


Friedrich Wilhelm Murnau, Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (Ale 1922)

“Quando chegou ao outro lado da ponte, os fantasmas vieram ao seu encontro”. Este célebre intertítulo de NOSFERATU, aliás apócrifo, abre as portas do cinema fantástico. A primeira e mais célebre adaptação do romance de Bram Stoker, Drácula, é uma das obras-primas máximas da história do cinema. É também o filme que mais nos gabamos de ter revelado, corria o ano de 1963, já lá vão 45 dos 86 anos de idade que NOSFERATU conta. Só na Cinemateca foram vinte e cinco exibições e, a partir dos anos 80, o filme foi programado por toda a gente em toda a espécie de adaptações. (Folhas da Cinemateca)

Cinemateca Portuguesa (Polo Lisboa!), 20 Jul


Cartaz de Albin Grau