19 janeiro 2009

PJ Harvey@Casa da Música


Ainda não é desta que vamos ver PJ Harvey em Lisboa.
Mas que importa! Afinal a Casa da Música é já ali.

O site de PJ Harvey anuncia a digressão europeia de 2009.
Pois a boa notícia do ano é mesmo essa, PJ Harvey regressa a Portugal, acompanhada John Parish para um concerto na Casa da Música no dia 2 de Maio.

Espera-se que este concerto seja uma apresentação do novo disco «A Woman A Man Walked By» que tem edição marcada para Março, assim como o regresso às magníficas canções que nunca deixaram de nos acompanhar.


Casa da Música, Porto 02 Mai

18 janeiro 2009

Avez-vous lu Pascal?


Eric Rohmer, Ma Nuit Chez Maud (Fr. 1969)

«Eric Rohmer filmou como ninguém a contraposição entre a rectidão moral e a imprevisibilidade do real no humano. MA NUIT CHEZ MAUD, terceiro “volume” da sua série de contos morais, representa com grande acutilância esse dualismo, num confronto ético, mas também cinematográfico, entre o determinismo de raiz católica e a erupção marxista. A sua sequência central, a noite em casa de Maud, é precisamente isso: o cinema como “acidente” superior de uma ideia.» (Folhas da Cinemateca)

Cinemateca Portuguesa, 21 Jan

17 janeiro 2009

Trabalhos do Olhar, Paulo Nozolino


Nozolino, da série "Bone lonely", 2009

A galeria Quadrado Azul apresenta as obras fotográficas de Paulo Nozolino, que já não expunha individualmente na capital há aproximadamente 8 anos.

Este regresso é acompanhado da publicação de um livro com poemas de Rui Baião, uma edição da editora alemã Steidl.

As fotografias expostas no “bone lonely” são o relato das várias viagens que ele efectuou ao longo dos anos.

«Quando ceguei decidi ser fotógrafo.
O que me levou a tomar esta decisão foi (após prolongado período de escuridão absoluta) a quantidade de imagens surgidas no meu espírito.
Primeiro, desfocadas, sem contornos nem volume; depois, a pouco e pouco, os elementos que as compunham definiram-se, tornaram-se reconhecíveis.
Pude ver, enfim, o que o meu espírito criara; e nenhuma das imagens (pelo menos que me lembrasse) se parecia com as que, porventura, vira antes de cegar.
Resolvi pedir auxílio a C. - descrevia-lhe com minúcia o que pretendia fotografar.
Se era uma paisagem, por exemplo, pedia-lhe que me encontrasse uma, em tudo semelhante àquela por mim descrita.
C. passou a ser o meu olhar.
Mas C., não podia ver a minha paisagem, e eu jamais saberia se a fotografia era igual, ou parecida, à que desejara fotografar. E, se por acaso, descrevesse a mesma paisagem a B. (e não a C.) pedindo-lhe para, em seguida, me descrever a que via impressa no papel, apercebia-me de que não coincidiam em quase nada.
As paisagens de C. eram, sempre, diferentes das minhas. B. confirmava o que eu já suspeitava.
Apesar de tudo, continuei a trabalhar. Viajava na companhia de C. - íamos à procura dos lugares e das coisas que eu queria fotografar.
Dessa época, uma das fotografias (talvez a minha preferida) era de um grande rigor e simplicidade. uma estrada sumia-se na curva do horizonte, e a linha branca da estrada terminava num ponto situado no centro da folha.
Embora C. me dissesse que, numa das bermas da estrada havia uma árvore. Não me recordo se lhe tinha falado numa estrada com uma árvore. É pouco provável.
Mas nada disto tem grande importância. A verdade é que eu não podia ver se havia ou não uma árvore na fotografia. E C. também não podia confirmar a existência duma árvore dentro da minha cabeça.
Certo dia pedi a C. que me indicasse como fotografar areia. Grandes extensões, de areia ou de água, de céu vazio.
B., ao ver uma fotografia dessa série, disse: - Não está aqui quase nada. Algumas sombras, um pouco de luz e formas indefinidas.
Soube, nesse instante, que tudo começara a não coincidir - e - dentro e fora de mim.
Nunca mais precisei de C., nem de B. - desatei a fotografar sem ajuda. Escolhia o que desejava fotografar pelo tacto e pelo olfacto. Apontava a objectiva para o céu, para a água ou para as areias - disparava com a certeza de que as imagens que não via coincidiam com as que via. Assim, ao fim de algum tempo, o que estava fora de mim passou a ser igual ao que estava dentro de mim - Luz e Sombra.
E foi com Luz e Sombra que iniciei, no papel, a construção da minha biografia.»
"Deserto" - Al Berto (Dedicado a Paulo Nozolino)
O Anjo Mudo, Contexto, 1993.


bone lonely, de Paulo Nozolino
Galeria Quadrado Azul
Largo dos Stephens, 4, Lisboa
Até 21 de Fevereiro

"Vivemos num mundo sujo"
Entrevista de Óscar Faria no Ípsilon a Paulo Nozolino

16 janeiro 2009

La Llorona, Beirut


Beirut, La LLorona "March Of The Zapotec"

Ao que parece Mr. Zach Condon, já descansou tudo quanto precisava!
Para Fevereiro está previsto o lançamento de mais dois EP's de Beirut: "March Of The Zapotec" e "Holland".

Esperemos que a boa disposição se mantenha e seja este o ano de estreia, nas Músicas do Mundo, no castelo de Sines.

15 janeiro 2009

Damon & Naomi



Após o excelente concerto em 2006 Damon & Naomi (Galaxi 500) regressam novamente à ZDB e ao Passos Manuel, para mais um concerto imperdível.

Galeria ZDB, Lisboa - 16 Jan, 23h
Teatro Passos Manuel - 17 Jan, 22h30


27 dezembro 2008

Alela Diane



Em resposta a uma sugestão, deixo o que aqui se houve, por estes dias...

Alela Diane "Pieces of String" from The Pirate's Gospel (2006)
Co-directed by Scott McLean / Brett Heckman / Yona Prost, edited by Tim Ferrell

Algures entre o amarelo denso dum qualquer desfiladeiro do Grand Canyon.
De Joana Newson e Paula Frazer a Josephine Foster, aqui e acolá Cocorosie... Alela Diane canta-nos a solidão e a beleza do deserto profundo.

O novo album To Be Still, estará disponivel a 17 de Fevereiro de 2009

http://www.myspace.com/alelamusic
http://aleladiane.blogspot.com/
Daytrotter Session

18 dezembro 2008

Seagram, ou o nascimento de Mark Rothko


Black on Maroon (1958)


1.morte 2.sensualidade 3.tensão 4.ironia 5.jogo 6.efémero 7.esperança

«Se as pessoas querem experiências sagradas, encontram-nas aqui. Se querem experiências profanas, também as encontram aqui. Não tomo partidos.»

Obrigatório!

The Seagram murals, Tate Modern, Londres
Até 01Fev

07 novembro 2008

Six Organs of Admittance


"Shelter from the Ash" from Shelter from the Ash (2007)
Photographed by Aaron Platt
Directed by Cam Archer


Caixa Económica Operária, Lisboa 7 Nov
22h

O Marinheiro Que Perdeu as Graças do Mar


CINEMA
> AFRAID TO DIE
DE YASUZO MAZUMURA COM YUKIO MISHIMA (1960)
15:00

> O MARINHEIRO QUE PERDEU AS GRAÇAS DO MAR DE LEWIS JOHN CARLINO COM SARAH MILES E KRIS KRISTOFFERSON (1976)
17:00

> MISHIMA: A LIFE IN FOUR CHAPTERS
DE PAUL SCHRADER (1985)
19:00

22 de Novembro

TEATRO
> SENHORA DE SADE
DE YUKIO MISHIMA DIRECÇÃO DE CARLOS PIMENTA
Dias 21, 22 e 24 de Novembro às 21:00
Dia 23 de Novembro às 19:00

DANÇA
> QUICK SILVER
DE KO MUROBUSHI (BUTÔ)
28 e 29 de Novembro às 21:00

EXPOSIÇÕES
> MISHIMA. MANIFESTO DAS LÂMINAS
EXPOSIÇÃO DE TIAGO MANUEL
Galeria Mário Cesariny

> AS PRIMEIRAS EDIÇÕES DOS LIVROS DE YUKIO MISHIMA
Exposição

> A CAMINHO DO JAPÃO, À BOLEIA DA ESCRITA
OFICINA DE CALIGRAFIA JAPONESA PARA ESCOLAS, ADULTOS E FAMÍLIA


Um Esboço do Nada
Ciclo Mishima
CCB 03 a 30 Nov

21 outubro 2008

Little Bit of Sunshine


"parede de flores" by Zito C.

Bit Sounds
Viagem ao interior de uma caixa de música avariada



Fragmentos de sons tecidos com apontamentos de luz


Para ouvir hoje e todas as terças seguintes quando forem 18h
Rádio Zero

20 outubro 2008

Let’s Get Lost (in the deep blue)


Bruce Weber, Let’s Get Lost 120' (EUA 1989)


«Quando Bruce Weber (o célebre fotógrafo de moda), conseguiu chegar perto do seu ídolo Chet Baker, um dos mais geniais trompetistas da história do jazz, a vida do músico era já um mundo em queda marcado pelo alcoolismo e pela dependência às drogas. Let’s Get Lost é uma viagem feita de contrastes entre duas épocas distintas no percurso do artista: dos auspícios da sua carreira nos anos 1950 à decadência dos seus últimos anos na década de 1980. Um filme que nos oferece imagens raras das suas primeiras actuações e juventude, entrevistas com amigos, familiares e amantes.»
(doclisboa2008)

São Jorge (sala 3), 20 OUT. 23:30


17 outubro 2008

William Claxton, a Jazz Life


William Claxton, Young Beethoven (Chet Baker), 1954


William Claxton, Steve McQueen, 1962


William Caxton, Fotografo (1927 - 2008)

16 outubro 2008

Jules et Jim


François Truffaut, Jules et Jim (Fr. 1962)

Jules e Jim é um filme explêndido. Como disse Truffaut, "a perfect hymn to love and perhaps to life".
A propósito dele, Martin Scorsese referiu que os primeiros dois minutos de Jules et Jim foram os mais libertadores a que alguma vez teve oportunidade de assistir.
Filme referência da Nouvelle Vague, ele é um hino à liberdade artistica e da vida. Quando o cinema se funde nas nossas vidas e as muda definitivamente.

«JULES ET JIM é um título fundamental, não só da Nouvelle Vague como também de toda a obra de Truffaut, que ousou realizar um filme “de época”, o que era absolutamente insólito para o jovem cinema de então, guardando o tema da liberdade sexual, que era uma das marcas da Nouvelle Vague. Baseado num romance de Henri-Pierre Roché, o filme conta a história da relação triangular entre dois homens e uma mulher, numa construção em espiral, espécie de “pathos” eufórico, rumo a um final tão trágico quanto pacificador. Para JEANNE MOREAU, Henri Serre e Oskar Werner bastava este filme como garantia de imortalidade.» (Folhas da Cinemateca)

Jeanne Moreau, Henri Serre e Óscar Werner

Cinemateca Portuguesa, 17 Out

Le Tourbillon de La Vie


Música de Serge Rezvani, interpretada por Jeanne Moreau.
Banda sonora original do film Jules et Jim de François Truffaut.


Elle avait des bagues à chaque doigt,
Des tas de bracelets autour des poignets,
Et puis elle chantait avec une voix
Qui sitôt m'enjôla.

Elle avait des yeux, des yeux d'opale,
Qui me fascinaient, qui me fascinaient.
Y avait l'ovale de son visage pâle
De femme fatale qui m'fut fatal (bis).

On s'est connus, on s'est reconnus,
On s'est perdus de vue, on s'est r'perdus d'vue
On s'est retrouvés, on s'est réchauffés,
Puis on s'est séparés.

Chacun pour soi est reparti.
Dans l'tourbillon de la vie
Je l'ai revue un soir, aïe, aïe, aïe
Ça fait déjà un fameux bail (bis).

Au son des banjos je l'ai reconnue.
Ce curieux sourire qui m'avait tant plu.
Sa voix si fatale, son beau visage pâle
M'émurent plus que jamais.

Je me suis soûlé en l'écoutant.
L'alcool fait oublier le temps.
Je me suis réveillé en sentant
Des baisers sur mon front brûlant (bis).

On s'est connus, on s'est reconnus.
On s'est perdus de vue, on s'est r'perdus de vue
On s'est retrouvés, on s'est séparés.
Dans le tourbillon de la vie.

Chacun pour soi est reparti.
Dans l'tourbillon de la vie.
Je l'ai revue un soir ah là là
Elle est retombée dans mes bras.

Quand on s'est connus,
Quand on s'est reconnus,
Pourquoi se perdre de vue,
Se reperdre de vue ?

Quand on s'est retrouvés,
Quand on s'est réchauffés,
Pourquoi se séparer ?

Alors tous deux on est repartis
Dans le tourbillon de la vie
On à continué à tourner
Tous les deux enlacés
Tous les deux enlacés.

03 outubro 2008

O Vulcão que é Anna Magnani


Anna Magnani
William Dieterle, Vulcão (It 1950)

«Anna Magnani nunca deve ter perdoado a Rossellini ter feito de Ingrid Bergman a estrela de STROMBOLI. A sua “resposta” foi VOLCANO, em que Magnani surge na figura de uma ex-prostituta que tenta salvar a irmã do mesmo destino, tendo por paisagem uma ilha vulcânica do sul da Itália. A realização é de William Dieterle, um cineasta que passou do ambicioso cinema mudo alemão a filmes hollywoodianos convencionais ou extravagantes. Cópia restaurada, respeitando a duração inicial.» (Folhas da Cinemateca)

Cinemateca Portuguesa, 04 Out