29 agosto 2008

Não Te Posso Ver Nem Pintado


A nova exposição permanente da Colecção Berardo atreve-se a dizer aquilo que tantas vezes calamos!
“Não te posso ver nem pintado” é o mote para a nova exposição permanente da colecção Berardo, para ver no Museu de Arte Moderna e Contemporânea – Colecção Berardo já a partir de 15 de Setembro.

O novo percurso expositivo reunirá cerca de uma centena de obras, sobretudo pintura, mas também fotografia, das quais cerca de metade nunca antes expostas ao público, cujo tema assenta no percurso da pintura, essencialmente a figurativa, depois das grandes rupturas na arte do século XX.

26 agosto 2008

He Is a Bird


Antony Hegarty intitula-se a si mesmo de passáro (I Am a Bird Now - 2005). E voa livre. Muito livre. Podemos encontra-lo nos lugares mais imprevisiveis. Desde um livro do Valter Hugo Mae ou na montra da Yoox.com, onde colocou à venda um vestido por ele desenhado, ou em trabalhos conjuntos com o fotografo Nick Knight.
Desta vez juntou-se novamente a Nick Knight/SHOWstudio e ao estilista Hussein Chalayan, desenhando a banda sonora da colecção de Verão da Readings. O resultado é bom, muito bom. Regressa a sons mais arrojados e experiementais, afastando-se assim das melodias do seu anterior trabalho; para ouvir enquanto não chega o 7 de Outubro, data de lançamento do EP "Another World".
Vídeo também aqui

01 agosto 2008

PHoto España 2008


Florian Maier-Aichen, Untitled (2005)
c-print 183 x 229.8 cm
Em exposição no múseu Thyssen-Bornemisza, Madrid

PhotoEspaña2008
XI Festival Internacional de Fotografia y Artes Visuales
Madrid, Cuenca e Portugal

30 julho 2008

Tom Waits ao Vivo ou A Reinvenção do Surrealismo

As imagens dizem tudo...



Tom Waits ao vivo no Grand Rex, em Paris, no passado dia 24 de Julho.
Querida maninha, não esqueças, Leonard Cohen e Tom Waits no mesmo mês... não é para todos!!

29 julho 2008

Avant de Hiroshima et Marienbad, il ya eu Guernica


Alain Resnais e Robert Hessens, Guernica (Fr. 1950)

A partir da obra de Picasso, Alain Resnais e Robert Hessens realizaram em 1950 a curta metragem Guernica, baseada no quadro, esculturas e desenhos do pintor sobre a obra. O filme ilustra a barbárie que foi o bombardeamento da cidade Basca, pela aviação alemã, em 27 de Abril de 1937, durante a guerra civil espanhola.
Com textos do poeta Paul Éluard, na voz de Jacques Prouvosct e María Casares e música de Guy Bernard, é um poema brutal feito de imagens de dor, sangue, sofrimento e resistência humana.

Ambas as obras a ver no Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia (Madrid)

Filme disponível com também com legendas em espanhol:
Parte I
ParteII

28 julho 2008

Joy Division - Real, Irreal




«Em 1976, quatro jovens de Manchester assistem juntos a um concerto dos Sex Pistols. Pouco tempo depois formam uma banda chamada Joy Division, a qual vai durar apenas três anos, não resistindo à morte do seu carismático líder, Ian Curtis. Trinta anos depois, os Joy Division gozam de uma popularidade e influência maiores do que nunca (e o recente “Control”, biografia ficcionada de Ian Curtis, veio também ajudar a alimentar o mito), com um profundo legado que tem fortes ecos na indústria musical e na cultura pop actual. O documentário de Grant Gee recorre a entrevistas com Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris (os membros sobreviventes da banda, desde então agrupados nos New Order), bem como do antigo carismático director da Factory Records Tony Wilson, de Peter Saville (designer por trás das capas dos álbuns da banda), do fotógrafo e realizador Anton Corbijn e da jornalista belga Annik Honoré, para contar a história da banda, com a ajuda de material de arquivo inédito, fotos e gravações recentemente descobertas. O filme é também uma viagem por Manchester desde os anos 70 (“uma cidade onde nada era bonito”, como diz um dos entrevistados) até hoje.» (indielisboa2008)


Grant Gee, Joy Division (R.U. doc. 2007)
Exibido no Indie Lisboa 2008, agora em exibição em algumas (poucas) salas do país

08 julho 2008

El Olvidado


Los Olvidados (1950 Méx.)
Luis Buñuel, Cidade do México, Nonoalco


Já lhe conhecíamos os dotes absolutamente únicos e inigualáveis, como realizador.
Agora é possível conhecer melhor uma outra qualidade artística de Luís Buñuel – a de fotógrafo.

Em Madrid é possível conhecer essencialmente fotos que Buñuel foi captando ao longo da preparação e rodagem dos 20 filmes da fase mexicana, e que foi guardando, sem qualquer ordem ou cuidado acrescidos.
Essas imagem que foi capturando serviam frequentemente para posteriores enquadramentos e planos dos seus filmes, alguns dos quais escrupulosamente reproduzidos com a câmara. Daí que ao lado de cada foto, na exposição patente no Palácio de Perales, possa ser visto o fotograma em que aparece essa mesma imagem.

Grande parte das fotografias são de paisagens e apenas em algumas surgem figuras humanas, o que dificultou o trabalho da catalogação, obrigando a visionar os filmes para atribuir a foto [aqui esta uma tarefa que não me importava (nada) de fazer!!]


Essas fotografias podem ser vistas na exposição México fotografado por Luís Buñuel, no Palácio de Perales, em Madrid.

«Durante quatro ou cinco meses, ora com o meu cenógrafo, o canadiano Fitzgerald, ora com Luís Alcoriza, mas na maior parte das vezes sozinho, percorri as “cidades perdidas”, isto é, os subúrbios improvisados, muito pobres que circundam a Cidade do México. Vagamente disfarçado, vestido com a roupa mais velha que tinha, eu olhava, ouvia, fazia perguntas, travava conhecimentos com algumas pessoas. Algumas das coisas que vi passaram directamente para o filme. Entre múltiplos insultos de que viria a ser alvo depois da estreia, Ignacio Palácio escreveu, põe exemplo, que era inadmissível que tivesse colocado três camas de bronze numa barraca. Mas era verídico. Eu vi daquelas camas de bronze numa barraca. Alguns casais privavam-se de tudo para poder compra-las depois de se casarem.»
(sobre o filme Los Olvidados)

Luís Buñuel, O Meu Último Suspiro, Fenda (2006)

27 junho 2008

And The Pain Runs Into The Blue


Tindesticks

Festival Sudoeste
Zambujeira do Mar, 08 Ago




Jism, Tindersticks, Tindersticks II

20 junho 2008

Eine Symphonie des Grauens


Friedrich Wilhelm Murnau, Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (Ale 1922)

“Quando chegou ao outro lado da ponte, os fantasmas vieram ao seu encontro”. Este célebre intertítulo de NOSFERATU, aliás apócrifo, abre as portas do cinema fantástico. A primeira e mais célebre adaptação do romance de Bram Stoker, Drácula, é uma das obras-primas máximas da história do cinema. É também o filme que mais nos gabamos de ter revelado, corria o ano de 1963, já lá vão 45 dos 86 anos de idade que NOSFERATU conta. Só na Cinemateca foram vinte e cinco exibições e, a partir dos anos 80, o filme foi programado por toda a gente em toda a espécie de adaptações. (Folhas da Cinemateca)

Cinemateca Portuguesa (Polo Lisboa!), 20 Jul


Cartaz de Albin Grau

19 junho 2008

I See a Darknees


Foto: JPaul23
Will Oldham supporting Current 93 in Venice, December 2005

Bonnie Billy voz e guitarra
Ruby Kash violino e voz
Joshua Abrams contrabaixo
Emmet Kelly guitarra
Michael Zerang percussão

ZDB, Lisboa - 11 Jul


"Well, you're my friend
And can you see
Many times we've been out drinking
Many times we've shared our thoughts
But did you ever, ever notice, the kind of thoughts I got
Well you know I have a love, a love for everyone I know
And you know I have a drive, to live I won't let go
But can you see this opposition, comes rising up sometimes
That dreadfull imposition, comes blacking in my mind

And then I see a darkness
And then I see a darkness
And then I see a darkness
And then I see a darkness
Did you know how much I love you
Is there hope that somehow you
Can save me from this darkness

Well I hope that someday buddy
We'll have peace in our lives
Together or apart
Alone or with our wives
And we can stop our whoring
And pull the smiles inside
And light it up forever
And never go to sleep
My best unbeaten brother
This isn't all I see

I know, I see a darkness
I know, I see a darkness
I know, I see a darkness
I know, I see a darkness
Did you know how much I love you
Is there hope that somehow you
Can save me from this darkness"

18 junho 2008

Radio and Juliet

Qual a semelhança entre a música dos Radiohead e o clássico Romeu e Julieta?

A resposta é dada pelo Maribor Ballet Ensemble.
Sintra foi disso palco há alguns dias apenas.


Maribor Ballet (Sloven National Theatre)
Radio and Juliet

Coreografia: Edward Clug
Música: Radiohead
Director Artistico: Edward Clug

17 junho 2008

Estreia da Semana


Aleksandr Sokurov, Aleksandra (Fr/Rus 2007)

Do sentir, ou o mundo sob os olhos da alma.

06 junho 2008

Mezcal em Lava


Malcolm Lowry

Não há poesia quando vives lá.
Essas pedras são tuas, esses ruídos são o teu pensamento,
Os atroadores eléctricos de ferro e as ruas que te prendem
Ao bar sonhado onde o desespero se senta
São eléctricos e ruas: a poesia esta noutro lugar.
As fachadas do cinema e as lojas há muito abandonadas
E choradas, já não são choradas. Estranhamente cruéis
Parecem todos os marcos da terra de aqui e agora.

Mas vai a caminho da Nova Zelândia ou do Pólo,
E essas pedas florescerão e os ruídos hão-de cantar,
E os ele´ctricos seduzirão a criança adormecida
Que nunca descança, cujo barco sempre navegará,
Que nunca poderá voltar a casa, mas deverá trazer
Estranhos troféus a Troia, e a todos os ermos!
(Não Há Poesia Quando Vives Lá)

(...)
A cidade é apenas uma mentira, crispada de mentiras,
- Se eu tivesse a coragem de não dormir,
Não poderia seguir quando me pudesse levantar?
Ensina-me a navegar pelos fiordes do acaso
Perdido na minha abissal ignorância.
(Um Peregrino Passa Pela Cidade à Noite)


[ in As Cantinas e Outros Poemas do Álcool e do Mar, poemas de Malcolm Lowry, seleccionados e traduzidos por José Agostinho Baptista, Assírio & Alvim, 2008]

04 junho 2008

Desert Lost




Gus Van Sant, Gerry (2002) sob música de Arvo Pärt

27 maio 2008

Le Temps des Cerises


Foto: A. Silva

Quand nous chanterons le temps des cerises,
Et gai rossignol, et merle moqueur
Seront tous en fête!
Les belles auront la folie en tête
Et les amoureux du soleil au cœur!
Quand nous chanterons le temps des cerises
Sifflera bien mieux le merle moqueur!

Mais il est bien court, le temps des cerises
Où l`on s`en va cueillir en rêvant
Des pendants d`oreilles…
Cerises d`amour aux robes pareilles,
Tombant sous la feuille en gouttes de sang…
Mais il est bien court, le temps des cerises,
Pendants de corail qu`on cueille en rêvant!

Quand vous en serez au temps des cerises,
Si vous avez peur des chagrins d`amour,
Evitez les belles!
Moi qui ne crains pas les peines cruelles
Je ne vivrai pas sans souffrir un jour…
Quand vous en serez au temps des cerises
Vous aurez aussi des chagrins d`amour!


J’aimerais toujours le temps des cerises,

C’est de ce temps-là que je garde au cœur
Une plaie ouverte!

Et dame Fortune, en m’étant offerte
Ne saurait jamais calmer ma douleur…

J’aimerai toujours le temps des cerises
Et le souvenir que je garde au cœur!



Letra: Jean-Baptiste Clément (1866)
Música: A. Renard



Bobbejaan Schoepen e Geike Arnaert
Interpretam aquela que se tornou o hino da Comuna de Paris